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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Brevet - Randonneur - RMC 300 misto de Guararema - Jan/24

Confesso que eu não me preparei para este desafio, fui na coragem, não faça isso em casa, rs. mas era a oportunidade de iniciar o desafio dos mistos, e já cumprir uma etapa de 4 distâncias (200, 300, 400 e 600), fui!

Este Brevet de 300 km tem o tempo limite de 20 horas, e é auto suficiente, sem apoio algum, você se organiza com tudo, os organizadores disponibilizam o gps/gpx, as instruções e monitoram a largada e os pontos de controle (por foto/selfie), e esse é o barato do desafio! 

Brevet Guararema 300 km misto, um pouco mais de detalhes:

5.000 de elevação
Terreno misto, asfalto e terra
Bicicleta: trek check point aluminio
Pneu: panaracer slk 42mm
Grupo shimano GRX 48/31 - 11/40

Por ser nas proximidades de São Paulo, acordei cedo, tipo 3:30 da manhã e fui dirigindo, tomei um copinho de café na largada, apenas, e larguei as 5:40 após liberação da vistoria dos itens obrigatórios.

Pc1 - Salesópolis (km38),  larguei as 5:40, com pouca chuva, o início em asfalto, no km 15 meu pneu traseiro esvaziou, senti em uma subida, o tubeless foi renovado na última revisão, e eu havia baixado a pressão antes de largar, pois imaginei estar com pressão muito alta, bem, tive que encher novamente e selou o vazamento , segui adiante, o primeiro trecho só asfalto e subidas, chegando na padaria JH, tirei a selfie e pedi um salgado e segui, logo adiante parei para apertar o cadarço da sapatilha, pois percebi que o pé direito estava "sambando" no pedal e se persistisse sabia que o joelho iria doer, e segui para o trecho do pc2, onde adiante já pegamos terra após o restaurante Nhã Luz.

Pc2 - Paraibuna(km 70.9), para chegar aqui, bastante terra, lama e bike escorregando, subidas fortes iniciaram com o desafio de subir pedalando e não patinar, e na descida tentar seguir sem escorregar e cair, os freios gritavam alto, de verdade (pastilha metálica é assim), a chuva era fraca mas suficiente para manter o corpo úmido, a vista da região era linda, paisagens de fundo de tela, pássaros cantando, era cedo ainda. Perto de chegar ao PC, errei um trecho de acesso e rodei 6 km a mais (ida/volta), mas cheguei embaixo de chuva na padaria pão perfeito, tirei a selfie e pedi salgado e bebidas na porta, pois entrar cheio de lama na padaria seria deixar rastros de lama, sacanagem com o pessoal da limpeza, mas fomos bem atendidos! Não demorei muito e já sai sentido pc3 com mais dois Randonneurs, na chuvarada mesmo, e a bike já estava um nojo, rs.

  • Pc3 - Lagoinha (km 156), um pouco de asfalto para refrescar o pedal, mas claro, a terra estava ali esperando, barro, lama e subidas, bela combinação de problemas, o câmbio dianteiro travou de tanto barro, a corrente gritava, lama e chuva a lubrificação acabou rapidamente, e então com 100 km ouço um barulho, quando inspeciono a bicicleta eu encontro um raio quebrado, o que fazer? Havia levado a chave de ferramentas e tentei resolver, pois o pneu estava pegando no quadro e travando, logo fiquei sabendo que o PA (ponto de abastecimento) O Pescador, estava perto, segui até lá do jeito que estava, chegando lá, pedi um salgado e bebidas, o pessoal lavando as bikes, a chuva estava dando trégua aqui, lavei a bike, liguei para um amigo e pedi instrução de regulagem dos raios para compensar e centralizar a roda, afinal tinham 200 km adiante, fiz o que pude, não ficou bom! Lubrifiquei a corrente e sai pela estrada, o barulho incomodava, e roubava energia, adiante o trecho era de terra, entrei e parei no ponto de ônibus coberto, decidi sair dali só com a centralização feita, com calma consegui ajustar, então voltei para a terra com calma e observando, até que percebi estar sem problemas mas cuidando para não bater em buracos,  cheguei em São Luiz Paraitinga, peguei hidratação e sai, asfalto, ufaaa, com calma segui e cheguei no PC, foto, padaria pra comer esfihas, hidratar e descansar um pouco, mas rápido claro, sai depois de um grupo.
  • Pc4 - Placa 7 Voltas (km 179), saindo do PC 3, logo entramos na terra, mais batida, sem tanta lama, a bicicleta já não respondia todos os comandos direito, fui administrando, muita coisa acontecendo, comer, beber e cuidar da bici, ah, e o tempo, afinal 20 horas pra fechar esse desafio, cada parada conta contra você mesmo! Seguia, onde dava eu conseguia andar melhor, com pista mais estável já deixava a bici evoluir mais e o freio gritar menos, assustava ouvir o freio acionado, sério, parei no PA Amarelinho, rachei uma tubaína com a Helena Coelho e seguimos (a conheci ali e andamos alguns trechos, normal nestes desafios), um trecho de asfalto ajudou a chegar na placa, já estava escuro, foto zumbi tirada e segui, mais adiante, mesmo cuidando, outro raio estoura, dobrei o raio, o pneu voltou a pegar no quadro, mas sem tempo e energia, segui, pedalei em pé e inclinando o corpo para frente para aliviar peso e pressão na roda traseira, muitos kms assim na terra e em asfalto ruim, até chegar na rodovia Carvalho Pinto, mais liso e puder pedalar sem tanto stress, agora é seguir até o pc5, ufaaa.

Pc5 - Portal Santa Branca (km 277), para chegar aqui, na rodovia seguia a noite, com todas as luzes ligadas e colete refletivo, gerenciando energia e tempo, sabia que o asfalto ajudaria, mas as subidas estavam lá, sem vento pra ajudar ou atrapalhar, a meta era seguir, mas o sono bateu, fiz pequenas metas, pegar água no posto Olá, Check, energia do corpo no fim, meta Posto Frango Assado, Check, comi hambúrguer, sunday de morango e soneca de 10 minutos ao relento, segui, segui e segui, renovei as forças e o sono sumiu, na entrada para Santa Branca já fiquei mais feliz, contando subidas e o portal chegou, foto zumbi 2, e segue...


Pc6 - Guararema (km 300 - final), no portal, encontrei novamente a Helena, e vi que para a chegada iria pegar trecho de terra, pela memória do local, só que não, asfalto novo onde era terra, delícia, ufa, mas não seria fácil, o relógio não perdoa! Fui gerenciando tempo, força e a bici, pois o pneu seguia raspando no quadro, ansioso a cada curva e mini subidas, estralos na bici, corpo judiado, esticava e alongava para tirar o stress do corpo, barro em tudo, e a meta da chegada estava cada vez mais perto, últimos kms e acelerei, ia ser na régua, no laço, cheguei com 10 minutos de sobra, foto zumbi 3, apresentei minhas selfies para homologar o Brevet, e deitei no banco de madeira lá no fundo da pousada, o corpo não tinha alma, a pizza chegou mas a fome era inibida pela ansia, demorei um pouco para voltar a si, banho e um pedaço de pizza com coca, foi a conta, bora dormir e recuperar, até a próxima com #RMC #TVTF

Tive a oportunidade de rever amigos e fazer novos amigos, esses brevets são fantásticos, agradeço aos amigos pela torcida. Feliz em estar com este grupo! Parabéns a todos pelo desafio!!


encontre o erro, rs


não parece muito, mas é o troféu da conclusão do desafio pessoal


pc 5 - cara de acabado mesmo
pc4 - placa 7 voltas a lá zumbi


pc3 - Lagoinha

Aqui o primeiro raio, no bar do pescador

registro da chuva e lava em Paraibuna

pc2 - Padaria Pão Perfeito

pc1 - Salesópolis


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

BMB 2021 - BikingMan Brasil

Suada mas está aí a medalha de finalista na mão!

Sobre o BMB 2021

Essa prova teve 1.005 km de percurso e aproximadamente 18.5 mil de elevação acumulada, sendo auto-suficiente, ou seja, você é responsável pela sua logística, alimentação, hospedagem, equipamentos, etc, não podendo receber auxílio externo, melhor dizendo, não pode ter carro de apoio ou contar com amigos e parentes no percurso para ajuda, é permitido apenas utilizar aquilo que está disponível para todos os participantes, tipo pousada, hotel, restaurante, loja de bicicleta, etc. Na regra temos o trajeto obrigatório, com 3 PC (pontos de controle) à ser realizados e que estão no trajeto, também tem horário de corte, pois pela dificuldade da prova, se você não chegar em algum PC é provável que seu tempo estoure ao final e assim não será considerado finalista, mas é permitido seguir mesmo sendo desclassificado.

A bicicleta que eu tinha no momento era a MTB da foto, preparei ela com os sacos de viagem que eu tinha e outros que fiz, improvisados, levei pouca coisa: bretelle e jersey reserva, itens de segurança (manta térmica, kit 1o socorros) e de higiêne (pasta e escova de dente, desodorante, sabonete), de reparo (remendo, cola), corrente nova e 1 power link, 2 câmaras reserva, algumas comidas (porção de recovery, gel, snacks), 2 blusas (1 de frio e 1 de chuva), 1 meia reserva, posso estar esquecendo algo na lista, mas..., coube tudo após ver e rever por diversas vezes, ao final a bike e os itens pesaram 18,5kg, ufa, nada leve para uma prova dessas.

A largada foi na 2a feira, dia 1 de Novembro de 2021 às 5 da manhã, em Taubaté, no Hotel Gran Continental, fiquei hospedado lá com a familia e diversos outros competidores, aquela vibe animada, cada um com seu desafio próprio além do desafio de completar o BMB, muito bom tudo isso!

Na véspera tivemos a reunião de briefing para falar das regras, e anti-véspera o check in para ver se estávamos carregando alguns itens obrigatórios e receber o rastreador SPOT e as placas de identificação. Tudo correu bem!

Dia da largada/ Dia 1:

Taubaté>Igaratá - 262 km

Dormi bem, fui deitar cedo! café da manhã no hotel, comi pouco mas comi bem, largamos com garoa, sem problemas, era a previsão, a largada foi em ondas, éramos uns 64 atletas, andei um pouco com os amigos até chegar na subida da serra nova de campos do jordão, depois cada um pegou seu ritmo, chegando em Santo Antonio do Pinhal eu errei o caminho por uns 50 metros, voltei e logo entrei na rota, dali em diante a chuva apertou, o trecho de terra começou, a lama estava presente, comecei a ter problemas com a corrente da bicicleta, ela travava no pedivela, tive que parar várias vezes, apliquei lubrificante mas seguia com este problema, adiante muitos atletas parados, fui ver era um bar, todos tomando café, e a chuva pegando, tomei café e segui!

O primeiro dia foi bem complicado, muita chuva, pequenos problemas mecânicos mas segui.

Dia 1 do BMB, o plano era ir até o PC1 em Mogi (342 km), saímos com muita chuva, pegamos muita lama no caminho, a corrente da bike secou e a sujeira travava a corrente na coroa, parei diversas vezes para passar óleo na corrente e tentar limpar a relação, a chuva foi contínua, parei em SFX (São Francisco Xavier) para comer pão com ovo, segui adiante chegando em Igaratá pelas 22hs, encontramos uma pousada para descansar, sem jantar, embora ali perto vi alguns atletas jantando em uma pizzaria, na pousada foi tempo de lavar a roupa, mesmo tendo uma reserva guardada, revisar alguns itens na bike, colocar tudo para carregar na tomada e dormir pela 1 da manhã e acordar as 4hs para sair as 5:30h, sem café da manhã, tudo fechado;

Resumo do Dia 1:

  • 262.41km
    Distance
  •  
  • 15:26:12
    Moving Time
  •  
  • 5,420m

https://www.strava.com/activities/6228775934


Dia 2 : De Igaratá/ Mogi

BikingMan Brasil - Igaratá>Mogi - 84 km

Dia 2 do BMB - Após DORMIR em Igaratá, entre 1am e 4am, saímos sem café pelas 5hs até a próxima cidade (Sta Isabel) via asfalto, o tempo está bom, sem chuva, um pouco nublado e sol ao mesmo tempo, encontramos o Daniel Venezuela na padaria, foi o momento do café com pão de queijo e algumas resenhas, ainda levei alguns pães no bolso, seguimos adiante, logo entramos em um trecho de terra, gravel, o tempo continuava bom (sem chuva), cheguamos ao PC1 do BMB no Hotel Ibis em Mogi. Ali decidi ir até a decathlon para comprar óleo de corrente e spray desengraxante para futuras manutenções na bike, o que deu certo! Almoçamos na padaria Nsa Sra do Socorro, muita comida, e então seguimos, mas foi uma longa parada, inclusive para secar os pés, meias e sapatilha, algumas peças não secaram direito, fiquei com o pé úmido.

Resumo deste trecho, mas como chegamos cedo, partimos adiante...

  • 84.35km
    Distance
  •  
  • 4:35:56
    Moving Time
  •  
  • 1,354m
    Elevation
    https://www.strava.com/activities/6228768256

Dia 2, continuação...

Mogi>Paraty - 281 km

Dia 2 ainda do BMB- do PC1 Mogi ao PC2 em Paraty - após almoço e arrumar a bike seguimos 67 km até Salesópolis, parando na padaria para mais um café, misto quente com ovo e outras guloseímas, era pelas 16hs, decidimos seguir até Ubatuba ou até Paraty no PC2 (somando mais 280 km), logo que saímos da padaria, animados que o clima estava bom, a chuva começou, era asfalto, terra, asfalto, seguimos até o bar da Rosana com muita chuva, paramos lá para comer o que tínhamos pois já estava tudo fechado, logo seguimos até a Tamoios, noite à dentro, chuva, pneu furado embaixo de chuva, o Pupo até parou e iluminou com o farol da bike, mega parceiro, logo adiante eu tive que parar após a praça de pedágio para arrumar 2 câmaras de pneu, uma com furo e outra foi mordida pelo protetor de furo em algum downhill/descida de terra, parei em um posto/restaurante fechado (Espigão) e o Pupo seguiu adiante, chovia muito, muito frio, este momento fiquei desanimado, mas precisava arrumar minhas coisas para futuros imprevistos, fiquei 1 hora ali no escuro, saí e logo entrei no Pq. Estadual Serra do Mar, lugar sinistro, enfrentei neblina, barro, lama, argila escorregadia, grandes poças d´agua, gados na estrada, pegamos baixa temperatura e corpo úmido, foi tenso, eu ia parar para dormir em um ponto de ônibus mas uma pessoa LOCAL passou de moto e parou, não me deixou ficar ali, disse que tinha ONÇA, então segui pedalando, o Pupo tinha seguido adiante quando parei na Tamoios, o cara da moto disse que viu ele há 4 quilometros adiante e insistiu pra eu seguir até lá, ele me escoltou de moto, foram 7 quilometros de sprint na chuva, chegando no vilarejo que o cara viu o Pupo o mesmo já não estava, dispensei o cara e segui os ratros do Pupo, no boteco (Pouso Alto), o pessoal comentou sobre ele ter passado ali há uns 40 minutos antes de mim, segui adiante e sozinho, mas enfim encontrei ele, seguimos juntos na madrugada fria e chuvosa, paramos 3 vezes tentando cochilar mas foi impossível, finalmente chegamos em um bairro (inferno de Vargem) e ficamos embaixo de um telhado de bar/comércio, a gente tremia de frio, logo tirei a jersey/camisa de ciclismo, fiz uns exercicios para esquentar e pequei uma blusa seca e quente que estava guardada, bem, frio resolvido, estendi minhas roupas úmidas nas estruturas do bar, mas o sono, fome e cansaço estavam ali, ficamos 3 horas parado e a chuva comendo, esperamos o comércio abrir (+- as 7hs), comemos pão com frios, café cortesia, todinho e seguimos adiante com pouca chuva e uma capa feita de saco de lixo no corpo para manter o calor e evitar molhar tão rápido a roupa que havia secado, mas logo voltou a chover, isso funcionou bem apenas nas descidas, adiante chegou a descida para Ubatuba em asfalto após um grande trecho de terra/barro, paramos para lanchar em Ubatuba e depois seguimos adiante, meus pés estavam rachados de umidade, parei para resolver no posto da polícia rodoviária, fazia muito calor, o Pupo seguiu até Paraty, logo cheguei no PC2 em Paraty, vivo e morto ao mesmo tempo. A decisão era ficar ali para dormir e almoçar, mas limpei a bike, comprei pomada para os pés e um chinelo na promoção, maior que meu pé, mas as pousadas estavam $$$$, tomei outro café, pão de queijo, isotônico e decidi ir com o Pupo almoçar e ali me convenci a continuar e seguir morro acima para a subida Paraty-Cunha, o clima em Paraty estava bom, mas logo ao início da subida veio a chuva, foi uma noite chuvosa e difícil.


PC2 - Pousada Prisma em Paraty/RJ


foto clássica no letreiro da cidade


Na divisa entre SP e RJ, daqui pra baixo é só descida #sqn

Resumo deste Dia 2, parte 2:

  • 281.63km
    Distance
  •  
  • 17:28:59
    Moving Time
  •  
  • 4,304m
    Elevation

https://www.strava.com/activities/6228757907

Dia 3, 

BikingMan Brasil - Serra Paraty>Cunha - 47 km

Tenso, chuva e muito frio, cansaço acumulado...

Hoje sei que não foi a melhor decisão, mas na hora (18hs) parecia ser, bem, foi uma súbida difícil, com muita chuva, muita inclinação, a MTB com carga na parte de trás não ajudava muito, tive que empurrar bastante a bike, a sapatilha com sola de carbono é bem rígida e não ajuda nestes casos, bem desconfortável, mas era o que tinha, chegando ao topo da serra onde é também a divisa de RJ/SP, continuava chovendo e muito vento, colocamos blusas de frio e de chuva, pois subi só de jersey já que esse trecho era bem longo e a capa ia ficar úmida, bem, dali até chegar em Cunha tem bastante quilometragem (22 km), logo pegamos uma boa descida, eu tremia de frio, depois veio subida, pedalava e empurrava, o corpo estava cansado mas a meta era chegar e encontrar algum local para dormir, chegando no primeiro trevo, após mais 22 km entre ladeiras e descidas, já paramos para ver isso no celular, era umas  22:40hs, após tentar ligar para diversos hoteis, pousadas, achei no app do booking uma pousada há 2 km dali, fomos, chegamos e o proprietário se espantou, não sabia da reserva, mas nos atendeu, tomamos um suco oferecido e fomos para o quarto, banho e dormir, a ideia era dormir até acordar sem despertador, tomar café, arrumar as coisas com calma e depois partir para o dia 3, foi o que fizemos, saímos pelas 10hs da manhã, tempo já quente e corpo malhado das loucuras feitas anteriormente.

Resumo deste dia:

  • 46.53km
    Distance
  •  
  • 4:55:04
    Moving Time
  •  
  • 1,919m
    Elevation

https://www.strava.com/activities/6221355888


Dia 4, de Cunha até Queluz

BikingMan Brasil - Cunha>Queluz - 107 km

Após chegar tarde em Cunha, dormir, comer e sair pelas 9-10hs...um sol pra cada um, eu pensava que estava descansado e recuperado, SÓ QUE NÃO, sentido Campos novos de Cunha o corpo reclamava, o pedal não rendia o que precisava, cheguei à empurrar nas subidas, que antes já havia pedalado em outro evento ou treino, sentei na sombra de diversas árvores e refleti sobre a continuidade, sobre a sofrência daquele momento, uma briga do Eu com o Eu mesmo, sabia que tinha que avançar e fui no meu tempo, chegando em CNC, debaixo de um calor infernal, achei um ótimo açaí, acho que foram dois potes, fiquei largado na praça, outros atletas vinham chegando e se juntavam mas logo partiam, fiquei ali, dei uma volta na vila, comi pão, cuidei da hidratação e pelas 16hs partir, sim, demorei muito ali até entender que o corpo estava melhor, logo adiante em uma subida leve a corrente quebra, nem forcei, estava pedalando normal, mas a culpa será que foi minha? em CNC eu peguei um alicate e apertei o elo que estava torto e ficava fazendo barulho nas polias, esse ato foi a gota d´água para a corrente estourar, bem, empurrei uns 10 metros e veio uma descida, coloquei a corrente em um copo de plástico que achei na grama, desci feliz e parei ao final para montar minha oficina, lavei a corrente com aquele aerosol de desingripante que eu estava carregando desde Mogi, usei o power link que eu levei e lubrifiquei a corrente com o óleo que comprei em Mogi, subi empurrando e depois segui normal o pedal, cheguei no bairro, acho que dos macacos e encontrei o Pupo em um bar, acompanhado de outros atletas, encostei a bike no muro e o pneu furou, resultado de um downhill um pouco antes de chegar ali e a fita anti-furo mordeu a câmara, arrumei, comi e bebi ali, descansei e saímos, muita gestão de eventos para seguir adiante até encontrar um grande pelote à frente, isso já era a noite e faltando uns 15 km até o hotel graal queluz, que com calma fiz reserva antecipada lá em Cunha, aprendi e me preveni, chegando no Hotel tudo certo, hora do banho, comida e dormir, a bike estava de certa forma em ordem, não pegamos chuva neste dia, era só limpar a corrente e lubrificar...ufa....chegamos creio que as 21hs mas fui dormir pelas 23hs;

encontre o erro ....corrente quebrada!

Resumo do dia:

  • 107.45km
    Distance
  •  
  • 6:46:40
    Moving Time
  •  
  • 2,140m

https://www.strava.com/activities/6219544687


Dia 5, Queluz até Taubaté

BikingMan Brasil - Queluz>PNI>Taubaté - 227

Hora de acordar cedo (3 horas da manhã), mas pra quê tão cedo? para dar tempo de finalizar a prova ainda na sexta-feira, que loucura, parece fácil, mas tinham vários morros no caminho, na verdade um de 30 km, e o cansaço acumulado, claro, porém cada esforço valeu a pena, cada vista e lugar bonito que a bicicleta me levou e a competição permitiu que a gente visitasse como parte do trajeto que só indo pra ver e sentir.

Como saímos muito cedo o cafè da manhã do hotel foi dispensado, tinha vending machine no hall mas acho que passei batido, no máximo tomei um café cortesia que a recepcionista ofereceu, com luzes acessas partimos em direção ao parque nacional do Itatiaia, logo adiante, antes do acesso à subida, tive que parar pois o GPS estava piscando vermelho, eu havia trocado as pilhas, troquei novamente, mas percebi que poderia ser um ponto de sombra, o Pupo havia continuado, fui subindo sozinho e imaginando achar algum café aberto no caminho, grande ilusão, pois era muito cedo, fui subindo, alguns atletas me passaram, haviam deixado a bagagem no hotel, subiram leves, o check out era as 12 horas e iríamos passar por ali na volta, nem pensei nisso ou se pensei queria evitar parar na volta, segui adiante, encontrei o Pupo e mais um atleta, subimos juntos até a entrada do PNI, ali já tinha uma lojinha aberta, foi o momento de tomar café, comer pão de queijo e se preparar para o trecho de gravel de 15 km para subir e depois descer até aquele café novamente. Não chovia, o tempo estava ótimo!

Comecei a subida até a portaria do PNI, o terreno estava bom, no caminho eu encontrava atletas descendo, até que encontrei o Fred, ele estava muito bem, parou e nos abraçamos desejando boa continuidade na prova e felizes por se ver, até então não havia reencontrado ele desde a largada, e eu havia feito aquele trecho de reconhecimento com ele, bem, segui adiante e encontrando outros atletas, parei para conversar e logo segui até chegar ao PC3: 

Vista do alto do Pico do Itatiaia/SP


PC3 - Placa na portaria do Parque Nacional do Itatiaia/SP
um pouco da vista lá de cima!

Foi hora de descer, mas o terreno que estava bom pra subir estava mexido, o pessoal da manutenção estava passando trator e deixou a terra solta e fofa, alguns trechos ficaram ruins, mas era descida, logo cheguei novamente na loja e tomei outro café, comi, etc, pois o trecho de subir e descer leva umas 2 horas, também conectei no wifi, recebi informação que um caminhão na serra estava pegando fogo, pista bloqueada, fiquei um tempo ali mas depois decidi descer e ver se conseguia passar, cheguei e o fogo estava apagado e o bombeiro deixou eu passar pela pista, segui adiante, só ladeira abaixo, o trânsito de carros conduzia meu ritmo, logo saímos do asfalto para terra/gravel e ao final passa novamente pelo graal queluz, passei direto, mesmo sendo 12hs e quase com fome, segui pela rodovia e uns 13 km adiante pega outra estrada de terra, o sol pegando!

No caminho acho um sorvete esperto tipo americano, foram 5, mas eu tinha que seguir adiante e sentido Cruzeiro/SP, chegando por lá encontro o Pupo e outros atletas, paramos para tomar açaí, comer salgado e hidratar.

em Lavrinhas/SP

De Cruzeiro em diante fui administrando o ritmo, estava bem cansado, desidratado e com fome, tive que parar muitas outras vezes, tipo a cada 30 km, foi complicado, faltavam 100 km, não parecia muito mas o calor estava bem forte, tive que parar em Lorena e refrescar, depois em Guaratingueta e seguir mais a noite por Pindamonhangaba até chegar em Taubaté pelas 20hs, acho, mas os trechos finais não eram fáceis, tinham pequenas subidas que para o acúmulo de quilometragem e dias no selim já era algo que incomodava, a cabeça só queria chegar e chegou ao fim!

Resumo do dia:

  • 227.48km
    Distance
  •  
  • 12:28:25
    Moving Time
  •  
  • 3,351m
    Elevation
    https://www.strava.com/activities/6219543555








em algum lugar no trajeto do BMB








Serra sentido PNI

algum lugar mágico do caminho;







paradinha para adimirar a vista, sentido RJ

um pouco de lama faz bem, neh?!

abastecimento raiz

no trilho do trem de Salesópolis/SP (Daniel Venezuela/Pupo/Eu)

o tal do beco pra chegar no trilho, passei 3 vezes e não achei...

parada para almoço, descanso e limpeza após muitas horas de chuva e barro - próximo à cachoeira dos pretos; Restaurante dos tropeiros;

furo pré-prova, fomos dar uma volta e já testei a fita anti-furo, não funcionou neh.


parte do check in, instrução sobre o GPS rastreador SPOT;


fila de espera do check in BMB 2021

nr 177

briefing/ instruções sobre a prova, regulamento, etc

MTB ou Gravel? teve até Speed no BMB


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Bikepacking 7 de Setembro 2020

 Este foi meu 1o Bikepacking oficial, levando barraca/lona, itens para dormir, cozinhar/comer, etc.

Foram 3 dias com 2 noites de camping.


1o Dia: Saímos de Paraibuna e chegamos no Bairro Alto - 63 km com 940 altitude;

2o Dia: Saímos de Bairro Alto e chegamos em São Luiz de Paraitinga - 67 km com 1.223 altitude;

3o Dia: Saímos de SLP e retornamos para Paraibuna - 63 km com 1.129 altitude;





Igreja de Paraibuna

a frota na padaria em Paraibuna, antes de partir para o bikepacking

no 1o dia, parada para um lanche!

camping do dia 1

como ficou minha lona/tenda e o visual que pude curtir


balsa para atravessar a represa



Dia 2, pronta para partir sentido SLP


em algum momento, um click 

uma das tantas subidas!

Dia 2 saindo de SLP

mural em SLP ref. ao desastre de 2010

um grande PET lá no camping de SLP, dia 3 pronto para voltar à Paraibuna





coisas que vemos por aí, kkkk

rota da luz, como é quente esse pedal!

5 km para chegar em Paraibuna

5 km para chegar em Paraibuna